No Brasil, até as missas e cultos são alvo de quem quer regular discurso

Gazeta do Povo · 2026-11-01

Resumo ASTRAL

Uma pesquisa realizada pela More in Common Brasil em parceria com a UFRJ analisou 7.456 missas e cultos transmitidos pelo YouTube, buscando identificar propaganda eleitoral. Os resultados indicaram que a propaganda ocorreu em 3% das celebrações, com 0,7% nas missas, desmentindo expectativas de maior incidência. O estudo, no entanto, levanta discussões sobre a regulação da pregação e os limites éticos e legais para o discurso religioso em plataformas públicas, gerando preocupações sobre autoritarismo científico e o potencial impacto inibidor sobre a liberdade religiosa.

Análise ASTRAL

A notícia aborda a tensão entre a liberdade religiosa e a potencial regulação do discurso em ambientes de culto, especialmente quando transmitidos publicamente. A pesquisa em questão, embora reconheça suas limitações amostrais, serve como ponto de partida para um debate sobre até onde o Estado pode intervir na pregação religiosa, levantando questões sobre a definição de ‘propaganda eleitoral’ e o risco de um ‘autoritarismo científico’ que possa inibir a expressão religiosa legítima. A discussão é relevante para a compreensão dos limites da laicidade estatal e a proteção das garantias democráticas em um país com forte diversidade religiosa.

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